Os Desafios da Defesa Civil Frente às Mudanças Climáticas

 

Quem fala sobre o assunto é o capitão Elton, que foi vereador em Lorena, trabalhou como secretário municipal de Segurança Pública e conduziu o processo de regulamentação e aprimoramento da Defesa Civil lorenense

 

Nossa redação, preocupada com os desastres naturais dos últimos anos, foi a campo saber o que as administrações públicas municipais, estaduais e até federal, têm feito para resolverem esses problemas que avassalam a sociedade, como as chuvas torrenciais e as queimadas, trazendo enormes prejuízos a toda sociedade.

 

Para saber melhor sobre o assunto, procuramos o capitão Elton, que além de vereador da última legislatura da Câmara de Lorena, trabalhou também como secretário municipal de Segurança Pública e conduziu muito bem o processo de regulamentação e aprimoramento da Defesa Civil lorenense.

 

Elton, que hoje está frequentando um curso de pós-graduação em Proteção e Defesa Civil, recebeu nossa redação e esclareceu nossas dúvidas.

defesa civil

“Atuamos com proficiência, eu e minha equipe, junto à Defesa Civil de Lorena nos anos de 2015 e 2016, quando legalizamos, estruturamos e criamos padrões de atuação desse importante órgão de Segurança Pública. No entanto, a realidade encontrada em milhares de municípios brasileiros é muito diferente de nossa experiência, pois ainda impera no Brasil a falta desse serviço público ou o desmazelo para com suas condições mínimas e eficazes de atuação, comprometendo a vida de pessoas e seus bens. É importante ressaltar que os gestores públicos têm que conhecer o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, embasado pela lei federal 12608/12, ordenamento este que recriou toda a sistemática de atuação desse órgão, inclusive lhes atribui sérias responsabilidades se deixarem de agir em acordo com o que é preconizado legalmente. Nessa linha de raciocínio, atualmente não há mais espaço para empirismo ou outros desmandos quando o assunto é Defesa Civil, uma vez que cuidamos inclusive e, principalmente, de vidas humanas. Importante salientar, também, que toda cidade é acometida pelos desastres antropogênicos, os causados pelo homem, como explosões industriais e acidentes aéreos de grande proporção e que causam danos colaterais maiores que alagamentos e inundações. Com a vigência da nova lei, já é visível que algumas Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil deixaram de ofertar um trabalho puramente assistencialista e, com a evolução do sistema, profissionalizaram seus quadros de funcionários, aparelharam suas estruturas e primam, agora,  pela interdisciplinaridade das pastas governamentais que, juntas, atuam melhor na prevenção dos acidentes e, quando estes acontecem, conseguem uma sensível diminuição dos impactos e prejuízos sociais. Isso sim deve ser importante às boas práticas administrativas das prefeituras pelo nosso país afora”, resumiu capitão Elton. 

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