Comércio da região perde mais de 2,7 mil empregos em um ano

Segundo Sincovat, número total de empregados formais do setor recuou 2,7% em agosto

 

Em agosto, o comércio varejista na região de Taubaté criou 243 postos de trabalho, resultado de 3.225 admissões contra 2.982 desligamentos. Um recuo de 2,7%, quando comparado com o mesmo mês de 2015. Em 12 meses, foram extintos 2.759 empregos com carteira assinada.

 

As informações recebidas pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região) são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da FecomercioSP, elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

 

Das nove atividades analisadas, apenas o setor de supermercados (2,2%) apresentou crescimento na ocupação formal em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2015. As quedas mais expressivas foram observadas nos segmentos de concessionárias de veículos (-10,6%), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-7,5%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-7,2%). Já o segmento de farmácias e perfumarias registrou estabilidade (0%).

 

A pesquisa é segmentada em 16 Delegacias Regionais, entre elas Taubaté – composta por 39 municípios.

 

A região foi na contramão do desempenho estadual que, pelo segundo mês consecutivo, apresentou aumento no número de empregos, mostrando uma recuperação do mercado de trabalho varejista paulista – desde outubro e novembro de 2014, que o varejo não registrava dois saldos positivos consecutivos. Em agosto, o varejo paulista criou 7.235 empregos, resultado de 71.908 admissões e 64.673 desligamentos. Com isso, o estoque ativo de trabalhadores atingiu 2.071.063 no mês, redução de 3,1% na comparação com o mesmo mês de 2015.

 

Para o presidente do Sincovat Dan Guinsburg, a tendência é de que o saldo de empregos melhore nos últimos três meses do ano. “Nossa região sentiu demais os efeitos da crise, principalmente com a ‘freada’ na produção de automóveis. Isso refletiu direto nas vendas, e conseqüentemente nos empregos no comércio. Aos poucos percebemos uma melhora. Isso vai melhorar a confiança do consumidor. Teremos também as contratações temporárias para o período de Natal, onde surgirão novas vagas de empregos no comércio”, explica Dan.

 

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