‘Entrepartidas’ Uma experiência de teatro inusitada pelas ruas do Rio e Paraty

Peça será apresentada no Rio de Janeiro, de 7 de outubro a 14 de novembro, e em Paraty, de 18 a 20 de novembro

 

Em peça itinerante, espectadores circulam de ônibus pela cidade, rompendo a fronteira entre o público e o privado, entre a ficção e a realidade, numa viagem sobre ‘amor e abandono’. Espetáculo é vencedor do Prêmio SESC do Teatro Candango 2011 de  Melhor Espetáculo, Direção, Dramaturgia e Ator.

 

Um espetáculo de teatro móvel que leva os espectadores a um percurso pela cidade envolvendo espaços públicos e privados para falar de amor e abandono. Essa é a proposta de ‘Entrepartidas’, peça vencedora do Prêmio Sesc do Teatro Candango 2011 – Melhor Espetáculo, Direção, Dramaturgia e Ator -, que será apresentada pela primeira vez no Rio de Janeiro. Com direção de Francis Wilker, ‘Entrepartidas’ é um dos mais aplaudidos projetos do Teatro do Concreto, grupo que pesquisa as relações entre teatro e outras linguagens artísticas como a intervenção urbana e a performance. Com incentivo do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) e do prêmio Myriam Muniz da Funarte, a peça será apresentada no Rio de Janeiro, de 7 de outubro a 14 de novembro (de sexta a segunda); e, em Paraty, de 18 a 20 de novembro (de quinta a domingo). Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10 (meia).

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O espetáculo acontece durante uma viagem de ônibus pela cidade. As cenas se desenrolam dentro do veículo e ao longo do caminho, por onde os espectadores transitam. Durante o percurso, que inclui algumas paradas, 14 atores entram e saem de cena, se misturando com o público, quebrando a fronteira entre palco e plateia. Com texto de Jonathan Andrade, os personagens trazem histórias de amor e abandono, encontros e desencontros, chegadas e partidas, vida e morte. “A peça é um mergulho nas relações humanas e no espaço urbano. A partir de uma viagem pela cidade, queremos levar o espectador a uma viagem para dentro de si mesmo”, explica Wilker.

 

Ao todo serão 24 apresentações no Rio de Janeiro e 4 em Paraty, sendo a estreia gratuita para estudantes. Está prevista também uma sessão para deficientes auditivos. Além da peça, haverá um encontro com grupos de teatro de cada cidade para intercâmbio de conhecimento. A temporada inclui, ainda, um workshop sobre cena e espaço urbano e o lançamento do livro “Do Concreto [inventário fotográfico] uma década de teatro”, do fotógrafo Thiago Sabino. Em seguida, o espetáculo vai para Belo Horizonte e Ouro Preto (MG).

 

Sobre o espetáculo

Encenada desde 2010, sempre com muitos elogios, ‘Entrepartidas’ é resultado de dois anos de pesquisa do Teatro do Concreto sobre o tema amor e abandono na sociedade contemporânea.  É o sexto trabalho do grupo, que mantém atividade contínua desde 2003. Com um formato que foge aos modelos tradicionais de encenação, o espetáculo transita entre os espaços público e privado: a rua, a praça, a casa. A peça fala da rotina caótica da grande cidade, do individualismo e da solidão, da transitoriedade das relações afetivas.Com texto de Jonathan Andrade e direção de Francis Wilker, ‘Entrepartidas’ estreou em Brasília, em abril de 2010. Em seguida, participou da mostra local do projeto Palco Giratório do SESC DF e do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea. Em 2011, participou da mostra Concreto em 7 atos, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) Brasília, e foi vencedor do Prêmio SESC do Teatro Candango 2011: melhor espetáculo, direção, dramaturgia e ator. No mesmo ano, o espetáculo foi tema de debate no Festival Internacional de Teatro de Cádiz, na Espanha. Em 2012, foi apresentado nas unidades do SESC DF e convidado para participar em Goiânia da mostra de teatro da Aldeia Diabo Velho do SESC GO. Do ponto de vista da pesquisa de linguagem, ‘Entrepartidas’ é um espetáculo que possibilita ao público a fruição das diferenciadas dinâmicas do fazer teatral, retrato da pesquisa de linguagem que tem pautado o teatro brasileiro contemporâneo e criado novos significados para o encontro entre obra de arte e público.

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Sobre o Teatro do Concreto

Ao longo dos últimos 13 anos de atividade, o Teatro do Concreto contribuiu para a renovação da linguagem cênica na região Centro-Oeste, com o fortalecimento do teatro de grupo, influenciando artistas, grupos e projetos na área de artes cênicas. Sua trajetória acumula oito criações e quatro publicações, que se destacaram na cena regional e nacional e também fora do país, levando o coletivo a ser reconhecido como um dos mais importantes grupos de teatro brasileiros. Sua produção é fortemente marcada pela contínua pesquisa de linguagem, em busca de espaços alternativos para encenação e da relação ativa com o espectador. Em geral, os espetáculos do grupo resultam de longas pesquisas que duram em média de dois a três anos. Segundo o jornalista e crítico Celso Araújo, o trabalho do grupo é “uma das pesquisas mais em evidência de oito anos até hoje”. Para o pesquisador Glauber Coradesqui, “o Teatro do Concreto é um dos principais responsáveis pela retomada, na segunda metade dos anos 2000, do movimento de teatro de grupo no DF”. A estética inventiva, a intensidade com que aborda assuntos relevantes na cena contemporânea e o diálogo com o espaço, marcas do coletivo, foram temas da série Teatro e Circunstância, realizada pela TV SESC em programa do crítico Sebastião Millaré, veiculada em rede nacional.

www.teatrodoconcreto.com.br

Teaser dos 10 anos do Teatro do Concreto: https://www.youtube.com/watch?v=YpBKOkd72h8

Flickr: https://www.flickr.com/photos/147703338@N08/albums/72157673209504671

 

Sinopse

Início da noite, a cidade se move como um complexo organismo. É hora do embarque! O público toma um ônibus e viaja pelas ruas da cidade onde conhece diversos personagens que se equilibram no fio do tempo, nos lembrando de que a vida é feita de encontros e instantes. Um espetáculo que fala, sobretudo, daquilo que é efêmero, chegadas e partidas, saudades, desejos, possibilidades, vida e morte. A viagem pela cidade como pretexto para viajar pelas ruas de si mesmo.

 

Ficha técnica

Dramaturgia: Jonathan Andrade
Direção: Francis Wilker
Assistente de direção: Ivone Oliveira
Assistente de direção de cena: Aline Seabra
Elenco: Adilson Dias,  Alonso Bento, Giselle Ziviank, Gleide Firmino, Jhony Gomantos, Lisbeth Rios, Maria Carolina Machado, Micheli Santini e Nei Cirqueira
Desenho de luz: Diego Bresani
Montagem e operação de luz: Higor Filipe
Figurinos e direção de arte: Hugo Cabral e Júlia Gonzales
Produção: Tatiana Carvalhedo – Carvalhedo Produções

Produção capital Rio de Janeiro: Nevaxca Produções

 

Serviço

‘Entrepartidas’
Datas no Rio de Janeiro

Pré-estreia: 6 de outubro, às 20h (fechada para convidados)

Temporada: 7 de outubro a 14 de novembro (sexta a segunda)
Hora: sexta, sábado e segunda, às 20h; domingo, às 19h
Local (embarque e desembarque): Rua Real Grandeza, s/n – Botafogo (em frente ao cemitério São João Batista)
Capacidade: público limitado, 29 lugares

Ingressos no local de embarque, com 30 minutos de antecedência

Informações: (21) 7725-5278

 

Datas em Paraty: 18, 19 e 20 de novembro (quinta a domingo)
Hora: quinta, sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h
Local (embarque e desembarque): Rua Jango Pádua – Patitiba (Rodoviária de Paraty)

Capacidade: público limitado, 29 lugares

Ingressos:

Vendas antecipadas na Madame Duranga (a partir de 15/11/16)

Rua Domingos Gonçalves de Abreu, 481 – Centro

Ou no local de embarque, com 30 minutos de antecedência

 

Ingressos: R$ 10
Duração do espetáculo: 2h30
Classificação indicativa:  16 anos
Informações: www.teatrodoconcreto.com.br/ 24 993.955.690
Facebook: //www.facebook.com/TeatroDoConcreto/?fref=ts

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