“Estou preparada para a Política e consciente quanto ao desafio que vem pela frente”

“Estou preparada para a Política e consciente quanto ao desafio que vem pela frente”

Em entrevista, a jovem suzanense Juliana Cardoso que é pré-candidata a deputada federal, defende o corte de regalias no Congresso Nacional, o ingresso de mais mulheres nas fileiras partidárias, reformas e a prática de uma Política mais transparente, simples e que dialogue permanentemente com a população

Juliana A. Cardoso (PR-SP) tem uma longa estrada à sua frente, pronta para ser percorrida – um caminho sólido, que começou a ser pavimentado anos atrás, quando tomou uma das decisões mais acertadas de sua vida: dedicar seu conhecimento e tempo em prol do próximo, visando à entrega mais eficiente de serviços públicos, à transparência nos poderes públicos e a prática da Política nas comunidades, com direito a mais emprego, qualidade de vida, Segurança, Saúde e Educação para o povo.

Essa vontade foi aflorada ainda na infância, quando a republicana começou a participar efetivamente das ações sociais que sua família colocava em prática em benefício dos menos favorecidos:

“Nesta época, me lembro bem, falei para minha mãe que queria ser presidente da República. Por isso, já na juventude, comecei a me dedicar à Política, entendendo que esta não era uma decisão que dependia apenas de mim. Na verdade, eu dependia das pessoas, de uma estrutura, da própria democracia. Assim, fui me preparar para, hoje, ser uma boa opção para a Política brasileira, que, ao meu ver, não tem mais tempo para desarranjos, escândalos e tanta roubalheira”, explica.

E, Juliana, hoje, diz que se sente preparada. Inclusive, aos 29 anos, a suzanense ostenta um currículo elogiável. No último sábado (28 de julho), teve a candidatura homologada pelo Partido da República (PR) durante convenção realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo. 

Juliana é formada em Engenharia Ambiental e pós-graduada em Administração de Empresas, ela também é mestre em Administração Pública, pela Universidade de Columbia; e mestranda em Direito Público.

Empunhando a bandeira da renovação política, em paralelo, Juliana foi em busca de espaços que a possibilitassem discutir os rumos do País independentemente de questões partidárias, mas, sim, que levassem em consideração o desenvolvimento do Brasil e a geração de oportunidades para as pessoas. Foi assim que se tornou líder da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps). A jovem ainda é talento da Rede da Fundação Lemann, membro do Movimento Agora!; global shaper do Hub São Paulo, e líder do RenovaBR:

“Nosso País precisa cada vez mais de pessoas que tenham disposição em servir, preparo e bagagem para promover uma renovação de qualidade. A nossa Política, atualmente, está desprestigiada e precisa de esperança, que garanta ao eleitor que o voto dele será honrado”, concluiu.

POR QUE VOCÊ QUER SE TORNAR DEPUTADA FEDERAL?

Juliana A. Cardoso: Acredito que nosso País precisa urgentemente de pessoas comprometidas com a sociedade, que promovam as mudanças que o povo precisa. Pessoas que estejam dispostas a combater a corrupção, a atuar de maneira ética e, acima de tudo, a lutar contra a crise. Entendo que as pautas federais sejam o caminho de transformação social. Temos, afinal, de dar mais valor ao Congresso Nacional que é onde, de fato, se tomam as principais decisões do País, tendo em vista a votação do Impeachment, em 2016, só para citar um único exemplo. Ficou muito claro, na época, a demonstração de força da Câmara dos Deputados na derrubada de um presidente. Por isso, acredito que a mudança que o Brasil tanto precisa vai começar pelo Congresso Nacional, que deve ser formado por gente qualificada, ficha-limpa, que entenda a necessidade de renovação e que, acima de tudo, ouça as pessoas.

VOCÊ SE SENTE PREPARADA?

Juliana A. Cardoso: Sim, me sinto preparada e tenho grande responsabilidade com o que me proponho fazer. Inclusive, venho me preparando há muito tempo. Estudei para isso. Atuei em poder público para entender melhor a máquina. Inclusive, obtive bons resultados. Tanto que por mais de uma oportunidade, fui reconhecida e premiada. Tenho, ainda, a bagagem que recebi do Renova BR. Aliás, esta experiência foi muito rica e foi além de uma formação de excelência política.  Com o Renova, os pré-candidatos que lá estavam comigo se tornaram competitivos e adquiriram conteúdo relevante, diferentemente de muitos parlamentares que chegam ao Congresso Nacional e pouco sabem sobre a atuação parlamentar. Nos preparamos, inclusive, para colocarmos na rua campanhas mais baratas. Tivemos aulas de Marketing, e sobre redes sociais, engajamento, Teoria Geral do Estado e Direito Constitucional.

COMO É, NA PRÁTICA, ESTE PROCESSO? COMO SE TORNAR UMA BOA OPÇÃO DE VOTO?

Juliana A. Cardoso: Primeiro, temos de valorizar e assumir a necessidade de um sério preparo psicológico, e reconhecer as dificuldades a serem enfrentadas. É preciso, ainda, ter ciência que vamos passar por uma grande transformação. É uma transição, querendo ou não. Também teremos pela frente muitos personagens da velha política e com eles vamos ter de conviver. O preparo técnico e o conhecimento da estrutura democrática do País são igualmente imprescindíveis. Da mesma forma que o conhecimento prático, o qual trago em razão da experiência política que tive em alguns órgãos públicos pelos quais  passei, é igualmente importante. É também necessário não se acovardar face a temas delicados e ter coragem para discuti-los – e, essa discussão não deve ser feita apenas em plenário, mas, sim, com o povo. Política sem diálogo é praia sem sol.

QUAL SUA BANDEIRA? PRETENDE LUTAR POR QUAIS QUESTÕES?

Juliana A. Cardoso: Luto pelo combate irrestrito à corrupção e pela redução de privilégios da classe política. Defendo, ainda, a retomada do crescimento econômico do País, a fim de garantir a geração de emprego, e, principalmente, a geração de mais oportunidade aos jovens. Vou batalhar, também, pela criação de um ambiente que propicie reformas no Brasil. Também luto em prol das mulheres e da sustentabilidade. Acredito, afinal, que é possível promover desenvolvimento econômico, social e ambiental ao mesmo tempo. Além disso, defendo um mandato que seja absolutamente transparente e participativo.

ALIÁS, SEU NOME TEVE UM GRANDE CRESCIMENTO NOS ÚLTIMOS MESES. A QUE VOCÊ ATRIBUIU ESTA EVOLUÇÃO?

Juliana A. Cardoso: Esta evolução é fruto de reconhecimento pelo o que já vinha sendo feito. Mas, também atribuo a questão da evolução ao anseio da população por renovação. Creio que esta insatisfação e esta crise de representatividade pelas quais passa o Brasil façam com que as pessoas olhem para as candidaturas “novas” de uma outra maneira. E, quando falo sobre renovação, falo sobre a renovação de ideias e de práticas. Porque, se não mudarmos a maneira como a Política é feita não de hoje, no melhor estilo “toma lá da cá” e tendo como base um assistencialismo que só gera mais dependentes, não vamos promover as mudanças que tanto precisamos.

BOA PARTE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ESTÁ DESACREDITADA DA POLÍTICA. COMO CONVENCER ESTAS PESSOAS QUE HÁ ESPERANÇA?

Juliana A. Cardoso: Em primeiro lugar, temos de mostrar que o voto é um direito, e não um dever. Aliás, quando a gente qualifica o debate e mostra para as pessoas qual a função de cada um e como isso afeta a vida delas, se tem cidadãos mais críticos. Levar a informação da importância do voto e dizer que, caso não votemos, quem nos usurpa vai continuar ceifando nossos direitos, é importantíssimo. E, tão importante quanto votar, é estar atento a escolha.  

SE ELEITA DEPUTADA FEDERAL, VOCÊ SERÁ A PRIMEIRA MULHER DO ALTO TIETÊ A CHEGAR AO CONGRESSO NACIONAL. ISSO TE MOTIVA AINDA MAIS?

Juliana A. Cardoso: Isso me motiva muito, porque acredito no protagonismo da mulher nos espaços de poder. Diversas pesquisas sinalizam que, os espaços onde a mulher é tomadora de decisão são menos suscetíveis à corrupção e têm mais benefícios sociais. O mesmo tem que ocorrer na Política. Para se ter uma ideia, hoje, o Congresso Nacional é ocupado 90% por homens brancos acima de 50 anos. Me diga, o que isso tem a ver com o nosso Brasil, que é tão plural? Lembrando que as mulheres somam 54% do eleitorado. Como sempre digo, algo muito errado não está certo nesta equação.

QUAIS AS PAUTAS NACIONAIS QUE, EM SUA OPINIÃO, SÃO MAIS URGENTES?

Juliana A. Cardoso: Reforma política é uma delas. É preciso conceder mais representatividade, tirar a dependência dos partidos políticos e lutar contra a falta de democracia que vemos nas fileiras partidárias, principalmente em relação ao protagonismo e à participação da mulher. Não menos importante é a reforma tributária, que é sinônimo de crescimento econômico, especialmente para pequenos e médios empreendedores e empresários, ao passo em que pode favorece a geração de empregos perto de onde as pessoas moram. Outra reforma essencial é a da educação. Atualmente, temos um ensino muito ruim. É preciso universalizar a alfabetização, valorizar a carreira do professor e valorizar a primeira infância.  

POR FALAR EM INFÂNCIA, COMO FOI A SUA?

Juliana A. Cardoso: Apesar de simples, foi maravilhosa. Morava no bairro Casa Branca, em Suzano-SP, com minha família. Sinto até hoje o cheiro de terra de lá e me recordo do quanto fui feliz brincando na rua e tendo contato com os animais e a natureza.

RECENTEMENTE, VOCÊ ADOTOU UM CÃO. QUAL SUA RELAÇÃO COM OS ANIMAIS?

Juliana A. Cardoso: Adotei um cão terapeuta aposentado, o Buddy. Creio que ele representa tudo aquilo que aprendi ainda criança: a importância de se oferecer amor e carinho a um animal. Na minha casa, sei que o Buddy, agora, tem uma melhor qualidade de vida. E tudo isso reflete em quem está em sua volta. 

VOCÊ PARTICIPOU ATIVAMENTE DO PROJETO DE PRESERVAÇÃO DO BALAINHO, ENCABEÇADO PELO ROTARY CLUB DE SUZANO. VOCÊ ACREDITA QUE OUTRAS INICIATIVAS SEMELHANTES POSSAM DAR CERTO EM SUZANO?

Juliana A. Cardoso:  Tive a oportunidade de atuar nesta ação a convite do Rotary. O objetivo principal da iniciativa era a educação ambiental. Contudo, a gente acabou expandindo para a prevenção da poluição do Balainho e, consequentemente, do rio Tietê. Dentro deste projeto, selamos, ainda, uma parceria muito boa com a Fundação SOS Mata Atlântica, que nos enviou kits para monitorarmos constantemente a água do rio. Quando a gente une poder público, sociedade civil e entidades que prestam serviços sociais, conseguimos, efetivamente, promover mudanças.

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