Jornalista nascida no Vale recebe prêmio internacional por seu trabalho humanitário na Síria

Jornalista nascida no Vale recebe prêmio internacional por seu trabalho humanitário na Síria

Radicada no Rio de Janeiro, escritora Lúcia Helena Issa, foi uma das escolhidas que receberam o prêmio “Estrella del Sur” no Uruguai.

 

A jornalista e escritora Lucia Helena Issa, nascida em Guaratinguetá, e que atualmente vive no Rio de Janeiro, foi uma das pessoas ilustres escolhidas que recebeu em Montevidéu, no Uruguai, o Prêmio “Estrella del Sur”, outorgado no país a escritores e artistas da América Latina que, através de seu trabalho, lutam pelos direitos humanos, pela paz entre as nações, pelos direitos dos refugiados, e por menos desigualdade social.

 

A cerimônia de premiação aconteceu no dia 19 de maio, em Montevidéu, com a presença de escritores e ativistas pela paz de mais de 15 países.

 

Lucia Helena Issa esteve várias  vezes no Oriente Médio, em campos de refugiados sírios e nos campos palestinos de Burj Al Barajneh e Shatila, pois está terminando um livro sobre as mulheres refugiadas, e depois de testemunhar , como jornalista, todas as perdas e a imensa dor de  mulheres e crianças na  fronteira Síria, decidiu voltar ao campo  como voluntária e permaneceu mais de 20 dias com os refugiados. Antes de embarcar, reuniu um grupo de amigos e familiares e explicou que gostaria de colaborar com os refugiados, e convidou seus colegas para fazer parte deste projeto humanitário. Foi assim, que Lúcia Helena conseguiu comprar centenas de brinquedos, pincéis, lápis e cadernos para 200 crianças refugiadas na fronteira entre Líbano e Síria.

 

“Como jornalista, tenho tentado dar voz às mulheres e crianças de uma guerra que já matou mais de 450 mil pessoas, deixou mais de 10 milhões de refugiados e dois milhões de feridos, um conflito que se transformou numa das maiores tragédias humanitárias do mundo. Um conflito alimentado pelas potências ocidentais, não por democracia, mas por interesses como  gás e petróleo, um conflito global e não local, que continua destruindo  vidas e sonhos de milhões de pessoas. Depois de ter testemunhado tanta dor e, ao mesmo tempo, a resiliência e esperança de mulheres que me ensinaram tanto, decidi voltar como voluntária e fazer algo pelas crianças refugiadas. Neste momento, só tenho a agradecer todos  os refugiados que conheci em Zahle e em Shatila, todos os muçulmanos que receberam essa jornalista cristã com imenso afeto, esperança e gratidão. Foi uma experiência humana que ficará para sempre tatuada em meu coração”.

 

A escritora e jornalista voltou a morar no Brasil há alguns anos, após viver seis anos em Roma, tempo em que colaborava como correspondente dos veículos de comunicação Folha de São Paulo e Jornal do Brasil.

 

Dessa vivência na Itália, nasceu também o livro Quando amanhece na Sicília, sobre a bela luta das mulheres italianas contra o crime organizado, a máfia siciliana, e pela paz na região que por mais de 80 anos sofreu com altíssimos índices de violência na Europa, sob o domínio do crime. Por este trabalho, a autora recebeu o Prêmio Recife de Liberdade de Expressão em 2015, e outro prêmio em Curitiba no ano de 2016 pelo livro publicado.

 

Atualmente, são as mulheres refugiadas, seus sonhos, dor, medo e esperança, o foco principal da escritora e do próximo livro.

 

Lucia Helena Issa, que é embaixadora da paz por uma organização franco- brasileira, vive hoje entre o Rio de Janeiro e Oriente Médio, para onde viaja novamente em junho, onde pretende dar continuidade ao seu projeto humanitário, através da literatura, uma das especialidades da Jornalista.

Compartilhe


Comentários


Notícias Relacionadas


ii